01/03/2016 às 10:23 - Atualizado em 05/01/2017 às 17:01

Endividamento das famílias palmenses aumenta em fevereiro

Ascom Fecomércio TO

Estável entre dezembro e janeiro últimos, o endividamento das famílias voltou a aumentar em fevereiro. Neste mês, o índice chegou a 71,6%, contra 69,3% de janeiro, revelando um acréscimo de 2,3%. No comparativo com o mesmo período de 2015, que registrou 76,4%, o sinal de queda continua, já que a redução chega a 4,8%. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com a Fecomércio Tocantins.

Segundo o presidente em Exercício da Fecomércio Tocantins, Domingos Tavares de Sousa, esse pequeno aumento no endividamento é visto como natural em face dos períodos de férias e de Carnaval. “Mesmo tentando segurar o freio nas compras natalinas e de final de ano, o consumidor palmense acabou gastando um pouco mais”, ressaltou.

Com 69,9%, o cartão de crédito continua sendo o grande vilão na contração das dívidas. Em segundo lugar ficou o uso do carnê com 29,2% e em terceiro, o financiamento de veículo, acusado por 25,7%.

Das famílias, 79,7% disseram não possuir contas em atraso. As que afirmaram ter condições de pagar as dívidas em atraso chegaram a 95%, entre as que podem fazê-lo total e parcialmente. As famílias que afirmaram não poder quitar as dívidas ficaram em 0,5%.

Dentre os endividados, o tempo de pagamento das dívidas atrasadas ficou no prazo entre 30 e 90 dias, com 45,1%. O tempo médio para esse pagamento chegou a 56,3 dias. Já o tempo de comprometimento com dívidas ficou em por mais de um ano com 52%. E o tempo médio do comprometimento com as dívidas ficou em 8,5 meses.

A PEIC

Entrevistando 500 famílias palmenses divididas em duas categorias: as que recebem até 10 salários mínimos/mês e as que ganham mais de 10 salários mínimos, a PEIC analisa os seguintes itens: nível de endividamento; tipo de dívida; famílias com contas em atraso; condição de pagamento da dívida em atraso; tempo de pagamento em atraso; tempo de comprometimento com dívidas; e parcela da renda comprometida com dívidas. Os números aqui apontados são do índice geral, ou seja, das duas categorias pesquisadas. A pesquisa foi aplicada nos últimos 10 dias do mês de janeiro.

(Ronaldo Coelho - Ascom Fecomércio TO)

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